Omega-3 é um ácido graxo essencial fundamental no crescimento e desenvolvimento normal do corpo humano. Ele tem poderosa influencia em diversos processos fisiológicos.

O ácido alfa-linoleico (ALA), é um dos ácidos graxos essenciais (EFA), que o corpo não produz naturalmente, sendo importantíssima sua ingestão através da alimentação ou em cápsulas. O omega-3 é um percursor de uma classe de componentes biológicos de grande importância chamados eicosanoides (EPA e DHA) derivados do óleo de peixe, em grau menor presente no óleo de linhaça.

O consumo de EPA e DHA tem um grande efeito positivo para a saúde, incluindo queda na degradação das plaquetas do sangue, redução da pressão arterial, melhoramento das funções musculares e queda no processo de inflamação, agindo diretamente também nas funções cerebrais e humor. Há também novas evidências que o consumo de omega-3 ajuda na saúde óssea.

Alguns estudos arqueológicos mostram que humanos foram biologicamente designados a se desenvolver com uma dieta cuja taxa de omega-6 e omega-3 fosse aproximadamente 1:1, dificilmente 4:1. Hoje em dia o consumo de omega-6 é extremamente exagerado, gerando um desequilíbrio no perfil lipídico e metabólico, isso se deve a predominância de óleos ricos em omega-6 em nossa alimentação, como óleo de milho, girassol, cártamo, etc e a minoria em fontes de omega-3 como a nossa tradicional tainha e anchova, além de salmão, sardinha e afins.

A produção industrial de animais alimentados com omega-6 (gado, ovos e peixes cultivados) também é um fator. Essa desproporção no alto consumo de omega-6, altera nossa fisiologia, causando trombose, hiperglicemia e vasoconstrição. Tendo estes efeitos perfeitamente reversíveis com o consumo adequado de omega-3.

As evidências científicas sobre os efeitos positivos na saúde cardiovascular e inflamações crônicas são indiscutíveis. Essas são coisas que você pode medir e acompanhar, e encontrar efeitos significativos em 12 semanas, por exemplo melhora nos lipídios sanguíneos ou menos a TNF-a (Necreoses e tumor Alfa), um indicador de inflamação do nosso corpo. Além disso, estudos mostram que é muito provável haver efeitos positivos do omega-3 nas funções cerebrais e vários processos de doenças, indo do câncer até síndromes metabólicas.

Lembre-se que é impossível conseguir dados sólidos sobre estes aspectos na saúde humana. Você não pode colocar pessoas em um laboratório, dar algumas cápsulas de óleo de peixe, percebendo quem desenvolveu Alzheimer ou câncer em 8 semanas. Ao invés disso, você observa coisas como o consumo de milhares de indivíduos, as vezes por anos (dieta mediterrânea, além dos japoneses com maior expectativa de vida) comparando os marcadores de doenças relacionados ao consumo de peixe ou comida do mar.

Quando você faz isso, geralmente vemos associações positivas entre a saturação de omega-3 das membranas fosfolipídicas e maior saúde. A associação positiva parece ser independente de outros fatores que afetam a saúde, isso quer dizer, em um cenário imaginário, se compararmos duas pessoas com as mesmas características, mesmo percentual de gordura corporal, mesmo estilo de vida, sendo que uma consome omega-3 e a outra não, a pessoa que consome omega-3 vai ser mais saudável.


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