fbpx

Recentemente o judô foi escolhido pela “UNICEF” ( setor da ONU para infância e juventude) como o melhor esporte do mundo para crianças e adolescente, o que torna intimamente ligado à qualidade de vida.

No treinamento desta arte marcial estão embutidos preceitos higiênicos, tanto da parte corporal (banho, corte das unhas dos pés e mãos), quanto das vestimentas, como quimono (judoguí) e chinelos de dedo (zoori), conjuntos estes que devem estar impecavelmente limpos.

O respeito ao próximo é exigido desde a tenra idade e durante toda a vida do praticante, o cultivo de uma sincera amizade, desenvolve-se profundamente entre os colegas, fazendo através do tempo que se perceba que aqueles são os verdadeiros amigos.

O judô foi fundado pelo professor dr. Jigoro Kano (1860-1938) que é considerado o pai da educação física no japão em Tokyo em 1882, sendo revisto e codificado didaticamente por volta de 1900, onde foi incluído no currículo escolar japonês, passando a esporte olímpico em 1964, nas olimpíadas de Tokyo, atualmente é o esporte que mais medalhas olímpicas trouxe ao Brasil.

Esporte é educação e cultura e balizador do nível de desenvolvimento e qualidade de vida de um país. Duas máximas norteiam filosoficamente a prática do judô: “ O máximo de eficiência e o mínimo dispêndio de energia” (Seiryoku Zenyo) e “Eu e tu vamos subir juntos (Jita Kyoei), sendo que as duas devem ser extensivas a vida. Mas que bom que realmente fosse assim!

A globalização e as tecnologias na sua impressionante velocidade, nos levam a uma total revisão de conceitos que até então eram pétreos e serão abordados em outra ocasião.

A qualidade do ar é um diferencial importante na periodicidade do treinamento, ela é invisível, mas fundamental. Temos excelente na “ilha da magia”!

Podemos fazer somatório nutricional: alimentação equilibrada e qualidade do ar respirado. Quanto as competições podemos considera-las excludentes sociais, política, patrocínio e o pódio: 1º (ouro), 2º (prata), 3º (Bronze) e os outros?

Acreditamos que a medalha de ouro, legalmente deveria ser dividia entre os perdedores, pois se não fosse sua derrota não haveria campeão! O sucesso deveria ser extensivo a quem montou a área de luta, placaristas, árbitros, responsável pelas chaves.

Talvez realmente a qualidade de vida seja um somatório equilibrado entre alimentação saudável, qualidade da água, preceitos higiênicos, prática desportiva com orientação, respeito ao próximo ( divisão dos espaços sociais) e atendimento fisioterápico, medico e odontológico rápido e qualificado.

Do autor: Fernando Machado de Lemos, prof. Ed fisica universidade federal do rio grande do sul, pós graduado em ciências do esporte pela faculdade católica de medicina de Porto Alegre, pós graduado em técnica desportiva de judô pela UFRGS, faixa vermelha e branca 7ºdan.


0 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *