Os atletas, principalmente de endurance, apresentam com frequência sintomas de complicações gastrointestinais que podem resultar em queda de rendimento.

As queixas variam entre náuseas, diarreia, incontinência retal, sangramento retal e dor abdominal. Estudos sugerem como principais fatores envolvidos nesses sintomas são:

  • Agitação mecânica intestinal;
  • Alterações de fluidos;
  • Redução do fluxo sanguíneo intestinal;
  • Desidratação;
  • Endotoxemia;
  • Alterações do trânsito intestinal;
  • Alterações hormonais e autoimunes.

De modo que, o tipo e intensidade do treinamento e a alimentação antes e durante o exercício apresentam papeis importantes nesses aspectos.

Desequilíbrio orgânico, alteração do fluxo sanguíneo e isquemia intestinal podem resultar em alterações na permeabilidade intestinal e consequentemente contribuir para endotoxemia, na qual endotoxinas do intestino se translocam para a circulação sistêmica e promovem atividades pro-inflamatórias, além de sintomas como náuseas, dores abdominais e vômitos.

Durante o exercício, a absorção de carboidratos torna-se prejudicada e no lúmen intestinal os carboidratos não digeridos elevam a osmolaridade, a fermentação bacteriana e a formação de gases com possível distensão abdominal, cólicas e flatulência.

O exercício físico induz alteração do fluxo sanguíneo do TGI em direção aos músculos em atividade. A alteração do fluxo associada à desidratação pode resultar em hipoxia ou mesmo isquemia da mucosa intestinal.

Dessa forma, a composição da alimentação e a hidratação compreendem papéis importantes na prevenção de sintomas gastrointestinais e melhora do rendimento esportivo.

Referencia: @dra.alinedavid


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