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Os carboidratos começaram a ter má fama quando o livro “A Dieta Revolucionária” do Dr Atkins tornou-se uma revolução. Na década de 1970, o Dr. Atkins começou a escrever sobre um conceito de perda e gestão de peso com restrição de carboidratos, mas suas ideias só ficaram populares no final dos anos 1990 e início dos 2000.

Praticamente nenhum usuário de dietas passou pela “revolução” sem tentar a abordagem de redução dos carboidratos. Esta proposta tem como premissa a ideia de que a ingestão das gorduras e proteínas é mais lenta que a dos carboidratos e por essa razão estes dois nutrientes causam mais saciedade.

Eliminar os carboidratos significa eliminar alimentos que retém água e obter uma rápida queda inicial de peso. Na falta de carboidratos, a principal fonte de energia facilmente acessível, o corpo vai à caça de outras fontes. Sem o habitual suprimento de hidratos de carbono, o organismo utilizará as reservas de gordura para gerar energia, diminuindo essas reservas e, consequentemente, o peso.

Normalmente, as dietas pobres em carboidratos começam pela completa eliminação dos alimentos ricos nesse nutriente: além dos pães e cereais , também as batatas e quase sempre as frutas. Posteriormente, o que foi suprimido volta gradualmente à reintrodução em diferentes fases. A lógica parece ser: eliminar carboidratos, queimar gorduras e, então, tendo reduzindo do as gorduras, voltar a incluir carboidratos na dieta.

A prática de reduzir gradualmente a ingestão de certos alimentos para em seguida voltar a ingerí-los não resulta na manutenção do peso desejado. De fato, essa abordagem de supressão de glicídios tem tanta probabilidade de sucesso quanto a redução de calorias ou a dieta paleolítica, cujos resultados a longo prazo são lamentáveis.

Hoje temos um grande número de estudos científicos que analisaram a perda de peso utilizando dietas pobres em carboidratos comparado a dietas pobres em gorduras. Em sua grande maioria, quando o estudo teve um acompanhamento de mais de 6 meses, não houve diferença significativa de perda de peso entre os dois grupos Um estudo em específico chamou mais a atenção por ter 2 anos de acompanhamento e o mesmo tratamento comportamental para os dois grupos; os que tinham uma dieta pobre em carboidrato (low carb) e os que tinham uma dieta pobre em gordura (low fat). Ambos os grupos perderam cerca de 11% do peso corporal no primeiro ano, e finalizaram o segundo ano com um reganho de peso totalizando a perda de peso corporal em 7%. Será que se o acompanhamento fosse de 3 anos a perda de peso seria ainda menor a 7%? É uma questão a se pensar.

Toda vez que fazemos alguma mudança brusca o corpo tende a responder, e rápido, porém como já descrito acima, tal mudança não é sustentável. Inclusive, quando o corpo é submetido a estas restrições, estudos comprovam como consequência uma alteração metabólica e psicológica em relação ao peso e relação com a comida.

Referencia: @andrea_matarazzo

Categorias: DietaSaúde

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