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Achei bem divertido o posicionamento de alguns profissionais em criticar o suco de fruta, mas, a grande maioria que se posiciona dessa forma, são os mesmos que adora vender dezenas de manipulados, que em sua grande maioria, são inúteis.

E o estudo conduzido por Kerimi et al.(2017) veio bem a calhar nessa onda de críticas ao suco de fruta. Foram recrutados 16 indivíduos saudáveis em um estudo randomizado e cruzado, onde os indivíduos iriam passar por todas as etapas do estudo.

Os grupos foram divididos os que iriam suplementar 200 e 400 mg de extrato de romã, suco de romã, placebo, água com ácido cítrico e malico e água com glicose e frutose nas mesmas proporções do suco de romã. Essa intervenção seria feita após o consumo de pão, para averiguar a resposta glicemia a essas intervenções proposta. Todos iriam passar por todas as intervenções, o que classifica o estudo como cruzado.

A romã é bem conhecida pelo seu efeito hipotensivo devido a diminuição da atividade da enzima conversora de angiotensina e por diminuir os níveis de insulina em jejum. A Romã é rica em punicalagina e punicalina, no qual tem a hipótese que esses compostos possam inibir as enzimas que digerem carboidratos(alfa amilase, alfa glicosidase, maltase, sacarase).

O resultado desse estudo foi que o suco de romã foi o único que conseguiu reduzir significativamente a resposta glicemica pós prandial(após o consumo de pão) através da diminuição da atividade da enzima alfa amilase, ao contrario do suplemento de extrato de romã e os outros controles.

Ou seja, o famoso suco “cirrotico” tem um potencial mais benéfico para prevenir doenças crônicas não transmissíveis associadas a obesidade comparado com as capsulas cheio de extratos que não apresentam vantagem alguma, além de expor a hipocrisia dos naturalistas que, onde tomar suco natural é maléfico, mas tomar mil capsulas de suplementos é super saudável e “paleo”. Muito cuidado com os profissionais “natureza”.

Referencia: @nnutricionistamichaelalexandre

Categorias: DietaSaúde

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